A comunidade de imigrantes libaneses, jordanianos, sírios e sauditas de Ciudad del Este pediu ontem a mediação da Igreja Católica ''para evitar que a polícia continue cometendo abusos''.
Os supostos abusos policiais foram registrados após os ataques terroristas de 11 de setembro contra os Estados Unidos.
Ahmad Khalil Chams - detido na última sexta-feira em sua loja de produtos eletrônicos e liberado em seguida ao comprovar não ser a pessoa pela qual a polícia procurava - disse ontem: ''Pedimos a intervenção do monsenhor Ignacio Cogorza, (representante da Igreja Católica, maioria da população paraguaia) para impedir esta caça às bruxas''.
Em declarações à Rádio Montecarlo, Chams afirmou que ''é uma lástima para o sistema de direito paraguaio que os policiais cheguem às lojas dos árabes com metralhadoras, com o rosto encoberto, remexam os estoques e peguem documentos pessoais e fotografias familiares procurando, supostamente, por terroristas''.
E acrescentou: ''Milhares de árabes de diversas nacionalidades vivem em Ciudad del Este, mas estou seguro de que, se existisse um terrorista aqui, nós o denunciaríamos porque nos dedicamos somente ao trabalho, não à delinquência.''

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