Imigrantes curdos morrem asfixiados ao fugir para a Itália
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quarta-feira, 18 de outubro de 2000
Ansa De Roma 
Os cadáveres de seis homens seminus, com idades entre 20 e 40 anos, todos curdos iraquianos, foram encontrados ontem à beira de uma rodovia italiana, na região de Apulia, no sul do país.
Segundo a polícia, tudo indica que eram imigrantes ilegais que morreram asfixiados no interior de um caminhão enquanto eram conduzidos por traficantes. Um dos seis mortos levava consigo uma permissão de estadia na Grécia, e foi identificado como Mustafá Amir, de 22 anos.
Segundo investigadores, a causa da morte dos imigrantes foi asfixia por compressão em lugar fechado. Além disso, os corpos apresentam numerosas feridas causadas durante o transporte. Cinco dos cadáveres estavam à margem da estrada e o sexto, foi encontrado à pouca distância dali, com numerosas fraturas na cabeça, provavelmente porque o veículo passou por cima dele quando tentava fugir.
Um dos curdos trazia em suas mãos um rosário. Ao lado dos cadáveres, a polícia encontrou vários chumaços de algodão, levando a crer que os curdos estavam escondidos numa carga do produto.
A fuga de curdos do Iraque dura cerca de seis meses. Eles partem a cavalo ou a pé do país, atravessam as montanhas para chegar à Turquia ou à Grécia, para depois partir em navios para outros países da Europa. Com frequência, este tipo de viagem acaba em tragédia, pois grande parte dos imigrantes é jogada ao mar antes de chegar a seu destino.
Os curdos que conseguem chegar à Itália, para dali geralmente partir para o norte da Europa, principalmente a Alemanha, pagam aos mafiosos que controlam o tráfico humano uma cifra equivalente a pouco mais de US$ 1.000. Muitas vezes eles devem saldar sua dívida trabalhando para os traficantes.


