Imigração dos EUA decide repatriar menino cubano
France Presse
De Washington
O Serviço de Imigração e Naturalização dos Estados Unidos (SIN) decidiu que o pai do menino cubano Elián González, 6 anos, tem direito à custódia de seu filho, informou nesta quarta-feira um funcionário do governo.
A determinação do SIN permitirá que o menino, atualmente sob os cuidados de parentes exilados em Miami, regresse a Cuba, onde vivem seu pai, Juan Miguel González, e seus quatro avôs.
A repatriação não será imediata, entretanto, pois dependerá de Juan Miguel González viajar a Miami para levar seu filho, e também dos recursos legais que possam interpor os parentes do menino radicados em Miami.
Por outro lado, em declarações à CBS, a congressista republicana de origem cubana Ileana Ros-Lehtinen, afirmou que o SIN decidiu reconhecer exclusivamente a custódia do pai de Elián González, e que este poderá viajar a Miami para recolhê-lo ou um parente de Miami pode acompanhá-lo a Cuba antes de 14 de janeiro.
Elián foi resgatado flutuando em um pneu a várias milhas da costa da Flórida a 25 de novembro passado, depois que sua mãe e mais 10 pessoas morreram afogadas no naufrágio de um barco no qual tentavam entrar ilegalmente nos Estados Unidos.
Juan Miguel González, divorciado da mãe de Elián e domiciliado na cidade cubana de Cárdenas, reclamou imediatamente a devolução do menino, com o apoio dos avós e do governo cubano, enquanto seus parentes de Miami e a comunidade cubana exilada lançaram uma campanha de pressão para que não fosse devolvido à ilha.





