A Igreja Evangélica entregou ontem ao governo chileno o primeiro relatório sobre prisioneiros políticos desaparecidos durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990) – uma lista de 780 pessoas das quais, assegura, nem 60% dos cadáveres poderão ser recuperados.
A lista foi montada com base nas informações de ex-militares, muitos dos quais tiveram participação direta nos episódios, revelou o presidente da Corporação Metodista Pentecostal Universal, Enrique Vilches.
O documento dá detalhes dos métodos utilizados para fazer desaparecer pessoas durante a ditadura – desapareciomento que, segundo o pastor Vilches, envolvia inclusive algumas empresas.
O relatório foi entregue ao governo seguindo os critérios estabelecidos pelo acordo da Mesa de Diálogo, que garantiu o ‘‘segredo profissional’’ de quem informasse sobre o paradeiro de 1.130 detidos desaparecidos.
O governo reagiu com surpresa à entrega do documento, já que a pessoa designada pelo Comitê de Organizações Evangélicas para a missão era o bispo Neftalí Aravena, que teve participação ativa na Mesa de Diálogo. O secretário-geral do governo, Claudio Hueppe, esclareceu, porém, que isto não significa que a informação será desqualificada, mas que será examinada com maior cuidado.
Oviedo O ex-general golpista paraguaio Lino César Oviedo, detido em Brasília, foi ovacionado durante um comício político do governante Partido Colorado, cujo principal orador foi o presidente do país, Luis González Macchi.
A reunião foi realizada na residência do senador Blas Riquelme, considerado amigo de Oviedo. Cerca de duas mil pessoas foram convocadas para o evento.
O comício fez parte da campanha proselitista de Félix Argaña, candidato governista ao cargo de vice-presidente para as eleições nacionais de 13 de agosto.

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