Cidade do Vaticano

France PressePreocupaçãoO papa João Paulo II fala aos bispos da América, na abertura do Sínodo que se realiza no Vaticano. A Igreja católica se mostra preocupada com a miséria e a corrupção que se observa no Continente e analisa o que pode fazer para cumprir sua missão evangélicaA Igreja católica condenou ontem novamente o embargo econômico a Cuba por parte dos Estados Unidos, durante a abertura no Vaticano dos trabalhos do Sínodo Especial dos Bispos da América.
Em uma coletiva no Vaticano, o presidente da Conferência Episcopal Latino-Americana (Celam), monsenhor Oscar Andrés Rodríguez, reiterou a condenação da Igreja ‘‘ao embargo contra Cuba e em geral a todos os bloqueios econômicos.
O presidente do Celam explicou que em várias ocasiões a Igreja mencionou que ‘‘o embargo não é a resposta adequada aos problemas, porque recai sobre os mais pobres e indigentes’’, disse.
Monsenhor Rodríguez assegurou que o embargo deve ser imposto apenas à venda de armas, que cria mais conflitos e constitui um comércio imoral’’.
Interrogado por uma televisão hispânica dos Estados Unidos sobre as consequências da visita do Papa em janeiro de 1998 a Cuba, monsenhor Rodríguez assinalou que ‘‘abrirá novos espaços’’ na ilha caribenha e ‘‘dará muitos frutos’’.
Para o religioso, um dos problemas mais graves do continente latino-americano, que deverá ser examinado durante o Sínodo, é o da ‘‘corrupção’’.
A luta contra corrupção, assegurou o presidente do Celam, deve ‘‘ser a contrapartida’’ que os países endividados oferecem para negociar o perdão de uma parte da dívida externa dos países da América Latina.
Afirmou que o Vaticano tem como meta no Jubileu do ano 2000 ‘‘o alívio substancial desse peso’’, razão pela qual se reunirá novamente em março do próximo ano com vários organismos internacionais interessados, como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional.

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