Igreja condena embargo a Cuba
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terça-feira, 18 de novembro de 1997
France Presse 
Cidade do Vaticano
France PressePreocupaçãoO papa João Paulo II fala aos bispos da América, na abertura do Sínodo que se realiza no Vaticano. A Igreja católica se mostra preocupada com a miséria e a corrupção que se observa no Continente e analisa o que pode fazer para cumprir sua missão evangélicaA Igreja católica condenou ontem novamente o embargo econômico a Cuba por parte dos Estados Unidos, durante a abertura no Vaticano dos trabalhos do Sínodo Especial dos Bispos da América.
Em uma coletiva no Vaticano, o presidente da Conferência Episcopal Latino-Americana (Celam), monsenhor Oscar Andrés Rodríguez, reiterou a condenação da Igreja ao embargo contra Cuba e em geral a todos os bloqueios econômicos.
O presidente do Celam explicou que em várias ocasiões a Igreja mencionou que o embargo não é a resposta adequada aos problemas, porque recai sobre os mais pobres e indigentes, disse.
Monsenhor Rodríguez assegurou que o embargo deve ser imposto apenas à venda de armas, que cria mais conflitos e constitui um comércio imoral.
Interrogado por uma televisão hispânica dos Estados Unidos sobre as consequências da visita do Papa em janeiro de 1998 a Cuba, monsenhor Rodríguez assinalou que abrirá novos espaços na ilha caribenha e dará muitos frutos.
Para o religioso, um dos problemas mais graves do continente latino-americano, que deverá ser examinado durante o Sínodo, é o da corrupção.
A luta contra corrupção, assegurou o presidente do Celam, deve ser a contrapartida que os países endividados oferecem para negociar o perdão de uma parte da dívida externa dos países da América Latina.
Afirmou que o Vaticano tem como meta no Jubileu do ano 2000 o alívio substancial desse peso, razão pela qual se reunirá novamente em março do próximo ano com vários organismos internacionais interessados, como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional.


