Identificados assassinos de Argaña
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 08 de abril de 1999
Reuters 
Os autores intelectuais e materiais do assassinato do vice-presidente paraguaio, Luis María Argaña, foram identificados. Os níveis de responsabilidade pela ação e alguns detalhes das provas são os únicos elementos que ainda faltam para concluir as investigações. A informação foi divulgada ontem, em Assunção, por Walter Bower, ministro do Interior.
Félix Argaña, um dos filhos do vice-presidente, reiterou que os responsáveis pela morte do seu pai são o ex-general Lino Oviedo, o ex-presidente Raúl Cubas e o senador Conrado Pappalardo. Segundo Félix, o plano foi elaborado por Pappalardo em acordo com Oviedo. Cubas estava ciente de tudo, acrescentou. O filho de Argaña também acusa o senador Víctor Galeano Perrone de participar do atentado. Ele se comunicou com os pistoleiros, por rádio, na hora do assassinato, disse Félix. Galeano Perrone é um dos políticos mais próximos de Oviedo.
O deputado Carlos Maggi e o senador Enrique González Quintana, fiéis ao ex-general golpista, também estão envolvidos, disse Félix. Ele acrescentou que as informações foram passadas pelos próprios assassinos, já que eles receberam somente US$ 20 mil pela morte. O prometido era mais, disse.
Félix Argaña garantiu que as investigações particulares que mandou fazer coincidem com os trabalhos do governo no esclarecimento do assassinato de seu pai.
Oviedo O ministro do Exterior do Paraguai, Miguel Saguier, viajará domingo para Buenos Aires a fim de analisar com seu colega argentino, Guido Di Tella, os trâmites necessários para a extradição do general reformado Lino Oviedo, que recebeu asilo político da Argentina. Segundo uma fonte da chancelaria paraguaia, a missão de Saguier é se inteirar dos passos que seu governo deve seguir para conseguir a extradição de Oviedo já que a Argentina tem o direito de se negar a atender ao pedido. O presidente paraguaio, Luis González, criticou a atitude do governo argentino de conceder asilo a Oviedo, considerado pelo novo governo de Assunção como um delinquente e não um perseguido político.


