France Presse
De Paris

O menino morto em 8 de junho de 1795 na prisão de Temple era Luís XVII, filho do rei Luís XVI e da rainha Maria Antonieta, guilhotinados durante a Revolução francesa. A conclusão da pesquisa com o material genético do menino, a partir de amostras de seu coração, foi divulgada ontem, em Paris.
As sequências de DNA extraídas do coração, guardado na basílica de Saint-Denis, foram analisadas separadamente pelos professores Jean-Jacques Cassiman, da universidade de Lovaina (Bélgica), e Ernst Brinckmann, da Universidade de Munster (Alemanha).
Os resultados idênticos, obtidos pelos dois cientistas, solucionam o que era considerado um dos enigmas da história da França. Para chegar a uma conclusão, os pesquisadores compararam o código genético encontrado a partir dos exames dos cabelos de Maria Antonieta e suas irmãs.
Além disso, uma ‘‘variante na sequência do DNA do coração, encontrada entre os descendentes atuais dos Habsbourg pelo ramo das mulheres, Ana da Romênia e seu irmão André de Bourbon Parme, reforça ainda mais o parentesco muito mais que provável entre essas diferentes pessoas’’, disse o escritor e historiador Philippe Delorme, que iniciou os procedimentos para a identificação da criança.
A tomada de amostras do órgão foi realizada em janeiro. Depois, o coração de Luís XVII, que estava numa urna de cristal, foi levado de volta à cripta da basílica de Saint-Denis.

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