Identificação de vítimas de acidente deve demorar cinco dias
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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
France Presse 
Buenos Aires - Peritos trabalhavam ontem na identificação das vítimas do acidente ocorrido na sexta-feira em Mendoza, Argentina, quando um caminhão brasileiro bateu de frente em um ônibus, deixando 19 mortos, três deles alemães. A maioria das vítimas morreu carbonizada. O Corpo Médico Forense de Mendoza realiza testes de DNA a partir de amostras de sangue de parentes das vítimas, mas os resultados poderão demorar cinco dias.
O acidente aconteceu quando um ônibus de passageiros foi atingido de frente pelo caminhão, carregado de alho, que circulava na contramão por uma rodovia, em alta velocidade.
Dezenove pessoas morreram e 14 ficaram feridas, segundo o ministro da Saúde de Mendoza, Matías Roby, embora a lista oficial da promotoria dê conta de 17 mortos.
Até o momento, foi identificado apenas o corpo de José Nievas, motorista do ônibus acidentado, da empresa Plusultra Mercosur, que havia partido de Córdoba com destino a Mendoza. "Temos uma lista de 28 passageiros que viajavam no ônibus, mas assim como nove desceram em San Martín, outros desceram em La Paz, Villa Mercedes e San Luis, e algum passageiro pode ter embarcado em uma parada intermediária, sem estar registrado", explicou o delegado Juan Carlos Caleri.
Quando ocorreu o choque frontal com o ônibus, o caminhão, de placa brasileira, era seguido pela polícia, que tentava pará-lo, após ser alertada por outros motoristas. Com o impacto, os dois veículos se incendiaram, e os sobreviventes escaparam pelas janelas.
Sadi Guidini, responsável pela logística da empresa ACM Transporte, de Realeza, Paraná, à qual pertencia o caminhão, disse suspeitar de que o motorista, identificado como Genésio Mariano, 35 anos, tenha sido assaltado, e garantiu que o mesmo tinha experiência e responsabilidade.


