Identificação de corpos pode levar 9 meses
Phuket, Tailândia- O difícil trabalho de identificação de milhares de mortos do maremoto na Tailândia poderá demorar nove meses ou mais, e os países que perderam cidadãos devem ser pacientes, advertiu ontem uma autoridade das análises científicas.
Mais de 400 especialistas de 30 países trabalham atualmente na Tailândia, onde participam na maior operação de medicina forense jamais organizada.
''Os países devem ser pacientes'', afirmou Jeff Emery, inspetor da polícia australiana, que dirige o Centro de Informação de Vítimas da Catástrofe (DVI) aberto segunda-feira na devastada cidade de Phuket. ''Este centro poderá funcionar entre seis e nove meses e inclusive mais tempo'', calculou.
O mais recente balanço provisório na Tailândia é de 5.309 mortos - 1.728 tailandeses, 1.240 estrangeiros e 2.341 pesssoas cuja origem não pôde ser determinada.
O número de desaparecidos chega a 3.370 pessoas, delas 1.102 estrangeiras, todas consideradas mortas.
''É uma operação muito importante. O número de mortos é muito elevado. O procedimento deve ser muito detalhado. Não podemos permitir erros em termos de identificação'', explicou o especialista.
As crianças, acrescenta, são mais difíceis de identificar devido à ausência, na maioria dos casos, de históricos dentários.(F.P.)





