Washington - As torturas e abusos praticados por soldados americanos contra prisioneiros iraquianos provocaram ontem uma onda de indignação no mundo, incluindo Washington e Londres, após a transmissão de chocantes imagens pela CBS.
O presidente George W. Bush disse ontem que sente ''profundo desgosto'' diante dos abusos que tropas americanas infligiram a prisioneiros iraquianos e assinalou que os responsáveis serão punidos.
''Sinto um profundo desgosto ante a maneira como estes prisioneiros foram tratados'', declarou Bush, ao responder a uma pergunta na Casa Branca, após se reunir com o premier do Canadá, Paul Martin.
''Escandalizado'' com estas revelações, o premier britânico Tony Blair frisou, através de um porta-voz que esses atos ''estão em contradição direta com todas as regras apregoadas pela coalizão''.
As imagens deram a volta ao mundo e entre outras coisas fazem a abertura dos noticiários da rede árabe de televisão Al-Jazeera, enquanto para sua concorrente, Al-Arabiya, as imagens demonstram a ''selvageria'' dos soldados americanos.
O general Janis Karpinski, encarregado de administrar o sistema penitenciário militar no Iraque, foi substituído de suas funções e está sendo investigado, segundo um oficial de alta patente. Mais seis oficiais são objeto de um processo administrativo.''Os militares indicaram claramente que puniriam esses indivíduos tão severamente como permitam as leis'', advertiu o porta-voz da Casa Branca. Em uma foto se vê um prisioneiro iraquiano obrigado, segundo o exército, a se manter de pé sobre um caixote, com a cabeça coberta e mãos amarradas, a quem se disse que seria eletrocutado se caísse.
Outra mostra detidos nus e apinhados e um deles com um insulto em inglês escrito sobre seu corpo. Outros prisioneiros foram forçados a simular atos sexuais e numa foto se vê um militar americano fazendo o gesto da vitória diante de uma pirâmide de corpos despidos.

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