O papa João Paulo II pediu perdão ontem aos ortodoxos ‘‘pelos erros cometidos contra eles no passado remoto e recente’’, em sua chegada a Kiev para uma visita de cinco dias à Ucrânia. Ele garantiu que, por sua parte, os católicos ‘‘perdoam os danos sofridos’’.
Apresentando-se como um ‘‘peregrino de paz e fraternidade’’, o papa manifestou que tinha a esperança de ‘‘ser acolhido com amizade também por aqueles que, sem pertencer à Igreja católica, têm o coração aberto ao diálogo e à cooperação’’. No discurso pronunciado no aeroporto da capital ucraniana, o Sumo Pontífice acrescentou: ‘‘Não vim aqui com intenção de (fazer) proselitismo, e sim para testemunhar sobre Cristo...’’
O patriarcado ortodoxo de Moscou, cuja autoridade espiritual reconhece uma importante maioria de ortodoxos ucranianos, se opôs à viagem do papa, acusando a Igreja católica de ‘‘proselitismo’’ e ‘‘expansionismo’’.
Esta é a 231ª viagem de João Paulo II desde que chegou ao pontificado em 1978. Ao chegar à Ucrânia, foi recebido pelo presidente Leonid Kutchma e crianças vestidas com roupas típicas.

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