Agência Estado
de Caracas
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse ontem que a nova Constituição deve incluir uma política econômica que não seja nem neoliberal nem estatizante. Chávez defendeu um sistema econômico no qual o Estado atue como uma ‘‘mão visível’’ que, junto com a economia de mercado, crie um ‘‘ponto de equilíbrio’’. Dogmas do mercado e do Estado devem ser evitados, assim como a adoção de modelos econômicos estrangeiros, afirmou o presidente.
Em discurso aos membros da Constituinte, Chávez disse ainda que a nova Constituição, que será a 26ª da Venezuela, precisa incluir a política social e ‘‘os direitos humanos’’. Os aliados de Chávez controlam 92% da Assembléia, instalada na terça-feira.
O projeto da nova Constituição deverá estar pronto até o fim do ano e a votação está prevista para o início do próximo ano. O presidente apresentará um projeto de Constituição que será discutido pela Assembléia. Chávez afirma que o país precisa de uma nova Constituição para mudar sua cultura de política corrupta.
Na sessão, Chávez propôs transformar o poder executivo, com um vice-presidente e um conselho de estado, assim como a transformação do congresso em assembléia nacional e a eleição dos juízes em todo o território nacional.
Igualmente defendeu uma nova federação na Venezuela na qual os 22 Estados compartilhem ‘‘co-soberanias ou soberanias subsidiárias à soberania nacional’’, para evitar que se ponha em perigo a existência da nação.

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