Hugo Chávez defende política nos EUA
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, negou ontem em Washington que o processo de reformas iniciado por seu governo seja antidemocrático e advertiu que constitui a única saída para um país com 80% de pobres onde existe um risco latente de guerra civil. ‘‘Se o processo constituinte chegasse a falhar, poderia acontecer qualquer coisa na Venezuela’’, disse Chávez no Conselho Permanente da Organização de Estados Americanos (OEA). Em distintos auditórios em Nova York e Washington, o presidente reiterou uma mensagem que misturou preocupação e confiança, expressada em sua retórica habitual rica em metáforas, alegorias e referências bíblicas. Afirmou que a política de reformas constitucionais que seu governo impulsiona – criticada como pouco democrática pela imprensa e inclusive por alguns porta-vozes oficiais americanos – é a única ‘‘saída pacífica para um terrível conflito’’. ‘‘Mais democracia, impossível’’, replicou aos que criticam o processo de redação de uma nova constituição, iniciado há dois meses por uma Assembléia Nacional Constituinte totalmente controlada por seus partidários.

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