Berlim - O ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) Horst Koehler foi eleito ontem presidente da Alemanha pela Assembléia Federal reunida em Berlim. De um total de 1.204 delegados, 604 votaram em Koehler. A candidata do governo social-democrata-verde do chanceler Gerhard Schroeder, Gesine Schwan, recebeu 589 votos.
Presente à sessão, o ex-diretor-gerente do FMI foi aclamado pela maioria de democrata-cristãos (CDU/CSU) e liberais (FDP) que o apoiaram e aceitou o cargo ao ser perguntado por Wolfgang Thierse, presidente do parlamento federal alemão (Bundestag).
Em seu primeiro discurso público como presidente federal eleito, Koehler pediu maior abertura dos mercados na União Européia (UE) em um mundo em que ''a globalização determina cada vez mais nossa vida cotidiana''.
A eleição de Koehler, dois anos antes das eleições parlamentares federais, é vista pelos líderes das Uniões Cristãs (CDU/CSU) e do Partido Liberal (FDP)
como um sinal de iminente mudança política na Alemanha.
Entretanto, o ex-ministro da Economia durante o governo do chanceler conservador Helmut Kohl só conseguiu 604 delegados (pouco mais do mínimo para ter maioria absoluta), de um total de 1.204 votos da Assembléia. Isto quer dizer que não obteve todos os votos do seu lado, que conta com mais 19 votos.
Sua rival, a candidata dos social-democratas (SPD) e dos verdes do chanceler Schroeder, a universitária Gesine Schwan, recebeu 589 votos. Houve nove abstenções e dois votos nulos.
Horst Koehler, de 61 anos, que havia renunciado à direção do FMI para se candidatar à presidência alemã, substituiu no final de junho o social-democrata Johannes Rau, de 73 anos, para um mandato de cinco anos. ''Quero ser presidente de todos os alemães e de todo mundo que vive aqui'', destacou Koehler, até pouco tempo desconhecido do público alemão.

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