Hong Kong - Hong Kong voltou à normalidade ontem com um tráfego ininterrupto de veículos na principal avenida, após a retirada dos manifestantes pró-democracia que ocupavam há mais de dois meses o centro desta ex-colônia britânica. A polícia desmantelou as barricadas, destruiu os acampamentos e deteve mais de 200 manifestantes que permaneciam no principal acampamento do movimento na ilha de Hong Kong desde o fim de setembro.
Esta operação, realizada por centenas de policiais no bairro de negócios de Admiralty, próximo à sede do governo, colocou fim à maior crise política de Hong Kong desde sua devolução, em 1997, à China.
Os manifestantes, em sua maioria estudantes e jovens trabalhadores, exigiam a instauração de um verdadeiro sufrágio universal e denunciavam o controle por parte de Pequim dos candidatos ao posto de chefe do Executivo local. As autoridades chinesas não fizeram nenhuma concessão a respeito destas reivindicações. Já os manifestantes se comprometeram a prosseguir com a luta de outra maneira.
"Voltaremos. Não é o fim do movimento", afirmava na noite de quinta-feira a deputada Claudia Mo. "O despertar da consciência política da juventude é irreversível e o combate prossegue."

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