Tegucigalpa - Mergulhado em sua maior crise das últimas décadas, Honduras -ou pelo menos uma parte do país- vai às urnas hoje para escolher um novo presidente e tentar superar a paralisia política e econômica desatada há cinco meses, com a deposição de Manuel Zelaya.
O candidato favorito é Porfirio Lobo, líder das pesquisas de opinião. Ele disse, que se eleito, a sua prioridade será recompor as relações internacionais. O principal adversário é o candidato liberal Elvin Santos, também de perfil conservador. Ex-vice-presidente de Zelaya, sua campanha sofre com o desgaste provocado pela disputa entre Zelaya e o presidente golpista Roberto Micheletti.
Os cargos em disputa são: presidente e três ''designados'' (vice-presidentes), 128 deputados, 298 prefeitos de centenas de vereadores. Cerca de 4,6 milhões de hondurenhos estão habilitados a votar.
O governo golpista informou que não determinará toque de recolher antes ou durante as eleições. O país está sendo dirigido por um conselho de ministros desde que Mcheletti saiu de licença temporária no último dia 25.
Ainda segundo o comunicado, não há necessidade de toque de recolher, porque o país vive um momento de tranquilidade e paz. Mas não é isso que se observa no país, o segundo mais pobre da América Central e um dos campeões em mortalidade infantil na América Latina. Desde o golpe de Estado que derrubou Zelaya, em 28 de junho passado, quase todos os dias são registradas explosões de bombas e prisões ilegais.
Zelaya voltou clandestinamente ao país no dia 21 de setembro e se abrigou com a família e assessores na Embaixada do Brasil. A resistência está convocando a população a não votar e ficar em casa no domingo.
Uruguai
Tudo indica que o candidato José Pepe Mujica, apoiado pelo popular presidente Tabaré Vasquez, vença as eleições hoje. As últimas pesquisas apontam uma diferença de nove pontos percentuais entre ele e o ex-presidente Luis Alberto Lacalle, de 68 anos, do Partido Nacionalista (ou Blanco). No primeiro turno, em outubro, Mujica obteve 49 por cento dos votos válidos, o que provocou a convocação do segundo turno contra Lacalle.

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