HONDURAS - Países da Alba decidem impor sanções a golpistas
Os países da chavista Alba, a Aliança Boliviana para as Américas, decidiram aplicar sanções econômicas e comerciais contra o governo golpista de Honduras. A resolução foi aprovada durante reunião presidencial na Bolívia. Honduras faz parte do bloco. O país do deposto Manuel Zelaya aderiu à Alba em 2008, num movimento de aproximação com Hugo Chávez que está na origem da crise política hondurenha e no golpe. Hoje Chávez disse que o bloco tem obriga-ção de reverter o golpe. A resolução deixa brecha para que países do bloco não apliquem sanções. Diz que as medidas serão tomadas por parte dos países-membros. Também pede o envio de uma missão da ONU para proteger a embaixada brasileira que abriga Zelaya em Tegucigalpa. Além de Venezuela e Honduras, são também da Alba Bolívia, Cuba, Equador, Dominica, Antígua e Barbuda e São Vicente e Granadinas. De todo modo, é difícil que a nova pressão tenha poder decisivo sobre os golpistas. Pouco depois da deposição de Zelaya, em 28 de junho, Chávez já havia anunciado a medida punitiva mais importante: o fim do envio a Honduras de 20 mil barris de petróleo/dia, vendidos a preços subsidiados. O regime Roberto Micheletti já sofre com o congelamento da ajuda internacional, cerca de 17% do Orçamento do país. Em termos comerciais, porém, não há sanções significativas. Os países da América Central determinaram embargo comercial horas depois do golpe, mas foram obrigados a reverter a decisão, em parte pela pressão das câmaras empresariais. É consenso entre analistas que, a essa altura, tomar sanções de peso depende dos EUA, que compram 70% das exportações hondurenhas. Washington tem preferido a pressão diplomática e o cancelamento de vistos de políticos e empresários envolvidos no golpe.
A Organização das Nações Unidas é uma instituição internacional formada por 192 países, fundada após a 2ª Guerra Mundial para manter a paz e a segurança no mundo
Refere-se à expressão golpe de Estado, que designa uma mudança de governo súbita, imposta por uma minoria que age geralmente com apoio militar ou de forças de segurança
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