Cidade do Vaticano - Depois de uma semana de discussões, o Sínodo dos Bispos, convocado pelo papa Francisco e dedicado à família, apresentou ontem relatório que destaca a necessidade de a Igreja ouvir as famílias com as múltiplas facetas que a realidade contemporânea comporta. Segundo o secretário especial do sínodo, d. Bruno Forte, o trabalho aborda a postura da Igreja ante os divorciados, os que se casaram novamente e as famílias formadas por homossexuais.
O documento ressalta que os homossexuais "têm dons e qualidades para oferecer à comunidade cristã" e que a Igreja deve ser para eles "uma casa acolhedora", embora seja contra a união de pessoas do mesmo sexo. O relatório refere-se ainda à necessidade de atenção especial às crianças que vivem com casais homossexuais e lembra que, em primeiro lugar, devem vir sempre as exigências e direitos das crianças.
D. Forte enfatiza que a Igreja não concorda que o termo "família" possa ser aplicado tanto à união entre homossexuais quanto ao casamento de um homem e uma mulher. No entanto, ele diz ser evidente que as pessoas humanas envolvidas nesses vários tipos de experiência têm direitos que devem ser tutelados. "É uma questão de civilidade e de respeito à dignidade das pessoas", disse.

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