Homens-bombas explodem em Tel Aviv e 20 morrem
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segunda-feira, 06 de janeiro de 2003
Das Agências 
Tel Aviv Dois homens-bombas explodiram ontem simultaneamente na antiga rodoviária de Tel Aviv (Israel). O atentado deixou 20 mortos, incluindo os dois camicases, e centenas de feridos, sete deles em estado grave, segundo o jornal ''Haaretz''. Trata-se do primeiro atentado a bomba das últimas seis semanas.
O grupo radical palestino Jihad Islâmica assumiu a responsabilidade pelas explosões, ocorridas por volta das 18h30. Em seguida, as Brigadas Ezzedín Al Qasam, braço militar do movimento Hamas, também reivindicaram a autoria do ataque.
Centenas de pessoas estavam na antiga estação quando, segundo informações preliminares de TVs locais, dois homens-bomba teriam provocado as explosões. A região onde está localizada a antiga rodoviária é habitada em grande parte por estrangeiros.
O último atentado em Israel havia ocorrido em 21 de novembro, quando um suicida palestino matou 11 pessoas ao explodir o próprio corpo dentro de um ônibus em um subúrbio de Jerusalém.
A direção palestina condenou num comunicado o duplo atentado suicida e anunciou que perseguirá os mentores do ataque ''com firmeza''.
O presidente George W. Bush também condenou o duplo atentado suicida de ontem em Tel Aviv, afirmando que se trata de ''um brutal ato de terror'', informou a Casa Branca.
Preço O movimento islãmico radical palestino Hamas que, junto com a Jihad Islâmica reivindicou o duplo atentado suicida, estimou que o ataque prova que a segurança de Israel ''desmoronou'' e que os israelenses pagarão o preço de ''seu terrorismo''.
Esse duplo atentado ''é uma clara mensagem para o primeiro-ministro Ariel Sharon, para que saiba que o sangue dos palestinos é caro e que os sionistas pagarão o preço de seu terrorismo'', assegurou à AFP Abdelaziz Rantisi, alto cargo do Hamas.
Os israelenses ''não estarão seguros na Palestina, a segurança dos sionistas se desmoronou e nunca mais poderão enfrentar a resistência palestina'', adverte.
Quanto à reivindicação do atentado pelo braço armado do Hamas, Rantisi afirmou que não tinha essa informação.
''Não nos interessa saber quem está por trás da operação, o importante é que o povo palestino prosseguirá com sua resistência independentemente da envergadura do terrorismo do inimigo'', concluiu.


