São Paulo - Um grupo de homens armados invadiu ontem o Hotel Huna, em Mogadício, capital da Somália, e matou ao menos 30 pessoas a tiros e explosões. O governo somali culpa insurgentes do grupo islâmico Al Shabaab, que querem instaurar a lei islâmica (sharia) no país e tem vínculos com a Al Qaeda.
  Entre as vítimas estão ao menos seis parlamentares. ‘‘Também morreram na operação cinco integrantes da segurança do governo. No final, eles [os homens armados] se explodiram’’, afirmou um comunicado do Ministério de Informação da Somália.
  Segundo o vice-premiê Abdirahman Haji Adab Ibbie, outras quatro vítimas são altos funcionários do governo. Segundo relatos de um porta-voz da missão de paz da União Africana, ao menos dois insurgentes, vestidos com uniformes das forças governamentais, entraram na recepção do Hotel Huna com granadas de mão e atirando indiscriminadamente contra os presentes.
  Nenhum grupo reivindicou o ataque, mas os militantes radicais do Al Shabaab protagonizam uma dura insurgência contra o frágil governo somali, apoiado pelo Ocidente. Eles já controlam a maior parte da capital Mogadício. O Hotel Huna fica em uma das poucas áreas ainda controladas pelo governo na capital, entre o palácio presidencial e o Oceano Índico.

mockup