Homenagens e protestos no Nepal
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domingo, 24 de abril de 2016
Folhapress 
São Paulo - Um ano após o terremoto que assolou o Nepal (em 25 de abril de 2015), sobreviventes e parentes das vítimas se reuniram ontem perto dos escombros de uma torre histórica em Katmandu, capital do país, para homenagear os quase 9 mil mortos no desastre. Entre os que estavam presentes, o primeiro-ministro Khadga Prasad Oli depositou uma coroa de flores nas ruínas da torre Dharahara. A estrutura icônica desabou no terremoto, matando 132 pessoas. À noite seria promovida uma vigília com velas no local.
Foram decretados três dias de luto nacional. Uma cerimônia foi marcada para hoje, às 11h56 (hora em que aconteceu o terremoto), para relembrar as 285 vítimas que morreram soterradas em Langtang.
Além das homenagens, o domingo também foi marcado por protestos - cerca de 100 manifestantes entraram em confronto com a polícia. Eles reclamam do ritmo lento da reconstrução de casas no país. Um ano após o tremor (de magnitude 7,8), quatro milhões de nepaleses seguem abrigados em albergues temporários, em condições que ameaçam sua saúde e bem-estar, segundo a Cruz Vermelha.
Nepaleses também reclamam da demora no repasse de verba. Apenas 661 famílias receberam a primeira parcela de um subsídio do governo de 200 mil rúpias (US$ 1.868), obtendo apenas 50 mil rúpias (US$ 467) até o momento.


