Homenagem a diplomata: A ele a paz
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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Agência Estado 
Rio- A mulher e uma das filhas do diplomata da Organização das Nações Unidas (ONU) Luiz Carlos da Costa, que morreu, aos 60 anos, no terremoto ocorrido no Haiti no último dia 12, fizeram uma homenagem a ele ontem, durante velório realizado no Palácio do Itamaraty. Elas falaram sobre a convivência com o pai e o marido e as lições deixadas por Costa, o segundo na hierarquia de funcionários das Nações Unidas na missão de paz no Haiti.
''Só podemos desejar a ele a paz que ele lutou tanto para trazer ao mundo. Muito obrigada, pai, você estará para sempre em nossos corações e nos corações de todos'', disse Anna Maria, a filha mais velha, procurando não chorar enquanto lia o texto escrito pouco antes da cerimônia, que teve honras militares e a presença do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e de colegas da ONU no Brasil. ''Quando penso nele, penso na paz e em todos os lugares que ele visitou em sua missão de vida'', completou Anna Maria, ao lado da mãe, Cristina, e da irmã, Marianna.
Cristina da Costa lembrou o primeiro cargo ocupado pelo marido na ONU, de mensageiro. Ele trabalhou durante 40 anos na organização, com atuação em áreas de conflito como Kosovo, Libéria e Camboja. Cristina contou que sempre teve ''certeza de que Luiz Carlos não é deste mundo, é um anjo da guarda''. ''Ele cumpriu sua missão de paz neste mundo, agora ele vai cumprir lá em cima'', disse. ''Peço aos que se amam, principalmente aos casais, que nunca se esqueçam de dar as mãos, sempre. Sempre que tiverem vontade, digam que se amam, porque nunca se sabe a vontade de Deus'', afirmou, levando às lágrimas amigos, parentes e autoridades.
Costa tinha passado as festas de fim de ano em Nova York e retornado ao Haiti no dia 4 de janeiro. ''Quis a vida que Luiz Carlos tivesse a última missão em um país ao qual o Brasil está tão ligado. Todos nos lembraremos sempre com muita saudade e também com muito orgulho de Luiz Carlos da Costa'', disse o ministro Celso Amorim.
O corpo foi levado ao Rio de Janeiro - terra natal de Costa e cidade onde vivem sua mãe e a irmã - antes do sepultamento, que ocorrerá sábado (23), em Nova York. Costa vivia com a mulher e as filhas na cidade americana.


