Um homem de 26 anos que levou um tiro dentro de um carro em Croydon, sul de Londres, durante os distúrbios, morreu, tornando-se a primeira fatalidade da onda de violência que tomou conta da capital britânica nas últimas três noites, com distúrbios, saques e incêndios cometidos por jovens mascarados em ruas comerciais de diversos bairros londrinos.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou hoje (9) que a polícia vai reprimir duramente a onda de violência. "Isto é criminalidade pura e simples e precisa ser confrontada e derrotada", disse o premiê a repórteres do lado de fora de seu gabinete após ter retornado de férias com a família para lidar com a situação.

Cacos de vidro, tijolos, garrafas e outros detritos começaram a ser retirados das ruas atingidas, agora tomadas por reforços policiais.

Políticos e a polícia atribuíram os distúrbios - os piores na Grã-Bretanha em várias décadas - a criminosos e baderneiros oportunistas. Mas moradores das áreas afetadas e alguns comentaristas atribuíram os distúrbios a tensões locais e às dificuldades econômicas nesta cidade de crescente disparidade social.

A Grã-Bretanha enfrenta uma fase de estagnação econômica, e o governo impôs profundos cortes de gastos e aumentos de impostos para tentar eliminar um déficit público que supera os 10 por cento do PIB.

Durante a noite, quando a violência diminuiu, carros abarrotados de produtos eram vistos em alta velocidade nas ruas de Londres. Testemunhas ouviram relatos de numerosos casos de veículos furtados por grupos de saqueadores.

A polícia disse ter detido mais de 200 pessoas durante a última noite e um total de 450 nas três noites de violência. Segundo o comunicado, 44 policiais ficaram feridos, assim como 14 civis.

Em Londres, a certa altura os bombeiros disseram estar sem carros para combater os incêndios iniciados por saqueadores, e a polícia disse ter convocado reforços de outras cidades. Um total de 16 mil policiais deverá patrulhar as ruas na terça-feira à noite, quase três vezes os 6 mil que estavam nas ruas na segunda à noite, informou o primeiro-ministro.

Os distúrbios começaram no sábado no bairro de Tottenham, após um protesto pacífico contra o fato de um suspeito ter sido baleado por policiais dois dias antes.

Com informações da agência Reuters.

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