Onze parlamentares da Câmara baixa do Parlamento cantonal de Zug (centro da Suíça) e três conselheiros do Estado foram mortos, e outras 14 pessoas ficaram feridas, ontem pela manhã durante matança desencadeada no local por um homem de 57 anos, vítima, aparentemente, de um ataque de repentina loucura assassina, que depois cometeu suicídio.
O promotor-geral suíço, Valentin Roschacher, que visitou o local à noite, excluiu qualquer relação entre a matança e os atos terroristas internacionais, especialmente os cometidos dia 11 de setembro passado nos Estados Unidos.
O presidente da Confederação Suíça, Moritz Leuenberger, afirmou à noite em Zug, onde participou de uma homenagem religiosa às vítimas, que a matança representava ''um atentado à democracia''.
''A espiral da violência ameaça os valores sobre os quais se baseia nosso Estado'', acrescentou.
A polícia cantonal informou que entre os mortos está o autor da matança, Friedrich Leibacher. Houve 14 feridos.
Segundo um dos parlamentares sobreviventes, Friedrich Leibacher entrou em conflito com um motorista do setor de transporte público da cidade de Zug, além de ter denunciado em diversos panfletos várias pessoas que trabalham nesse setor, entrando com uma queixa contra eles.
Às 10h30 locais (5h30 de Brasília), ontem, o homem, vestido com um casaco preto com a inscrição ''polícia'', irrompeu na grande sala de reunião do Parlamento cantonal com um fuzil de assalto na mão. Estavam lá 80 pessoas, entre parlamentares e membros do governo local.
Começou então a atirar a esmo fazendo explodir em seguida uma granada.
Testemunhas descreveram o pânico generalizado, os parlamentares feridos ou mortos estendidos no chão, em meio à chegada da polícia, dos bombeiros, e dos serviços médicos em 30 ambulâncias e dois helicópteros.
A polícia cantonal descobriu em seguida armas num carro estacionado perto do edifício do parlamento, uma obra austera da arquitetura alemã do final do século XIX, em pleno coração da pequena cidade de 22.700 habitantes, diante do lago de Zug.
No parlamento de Zug, um pequeno cantão ou região de 92.000 habitantes no centro da Suíça, existem 80 cadeiras.
Muitos suíços prestam serviço militar anual até os 40 anos e mantêm seu fuzil de assalto em casa, mas raras vezes são assinalados incidentes com armas do exército.
Na Suíça jamais aconteceu um episódio deste tipo. Era evidente o sentimento de horror em todos os jornalistas suíços que cobriram a matança, reação igual à da população de Zug.

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