Holocausto é relembrado em novo museu de Israel
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terça-feira, 15 de março de 2005
France Presse 
Jerusalém - Na presença de dezenas de dirigentes procedentes do mundo inteiro, Israel inaugurou ontem em Jerusalém um novo museu dedicado aos seis milhões de judeus exterminados pelos nazistas. O evento foi apresentado no Estado hebreu como o mais importante desde os funerais do primeiro-ministro Yitzhak Rabin, assassinado por um extremista judeu em novembro de 1995.
O premier israelense, Ariel Sharon, afirmou durante a solenidade que Israel é ''a prova de que não haverá mais Shoah''. ''Quando vocês sairem deste museu, verão o céu de Jerusalém. Sei o que um judeu sente ao respirar o ar de Jerusalém. Sente-se livre, em casa'', enfatizou Sharon.
''Ele sabe que Israel é o único lugar no mundo onde os judeus têm o direito de se defender, o que constitui para o seu povo a prova de que não haverá uma outra Shoah'', prosseguiu.
O presidente de Israel, Moshe Katzav, havia anteriormente dado início à cerimônia de inauguração. ''Desde a Shoah, o mundo está diferente. Os dirigentes do mundo inteiro têm hoje a responsabilidade histórica de impedir que aconteça novamente uma catástrofe como o holocausto'', declarou Katzav, advertindo contra uma recrudescência do anti-semitismo ''sem precedentes'' desde a Segunda Guerra Mundial.
Por sua vez, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, destacou que a Shoah ''ocupa um lugar único na história'' e que ''o genocídio sistemático de seis milhões de judeus foi o responsável pela proclamação universal dos direitos humanos''. ''Este genocídio é o pior dos infernos que conheceu a humanidade, e queremos recordar hoje (ontem) as pessoas que morreram e suas casas destruídas para que nunca seja esquecido, e também para que tais horrores nunca mais aconteçam no mundo'', concluiu Annan.
O museu Yad Vashem, o mais recente dedicado ao genocídio dos judeus no mundo e também o maior em tamanho, foi construído no monte Herzl, dentro do perímetro do memorial da Shoah, edificado em 1953 e inaugurado em 1957 para ''marcar a ligação entre as vítimas e o estado hebreu''.


