Hollande promete governar para todos
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domingo, 06 de maio de 2012
Das Agências 
Paris - No primeiro discurso como presidente eleito da França, o socialista François Hollande disse ontem que sabe qual é o significado da sua vitória e prometeu que será o governante de todos os franceses. A declaração é uma referência ao discurso do atual presidente Nicolas Sarkozy, que implementou medidas que atacam os imigrantes, principalmente os muçulmanos.
''Aos que não me deram seu voto, que saibam que eu respeito suas convicções e que serei o presidente de todos. Esta noite não há duas Franças que se enfrentam. Há apenas uma França, uma nação reunida no mesmo destino. Cada um e cada uma terão igualdade de direitos e de deveres', disse.
Hollande disse que a responsabilidade do cargo é imensa e que tem consciência disso. Também prometeu tomar providências para combater os efeitos da crise econômica internacional na França, buscando o desenvolvimento do país e a ampliação do funcionalismo público.
Para o socialista, sua eleição representa a escolha dos franceses pela mudança e pelo respeito. ''Os franceses escolheram a mudança, o que me levou à Presidência da República. Tenho noção da honra e da tarefa. Comprometo-me a servir ao meu país como requer essa função', disse ele.
Hollande acrescentou ainda que deixava uma ''saudação democrática a Nicolas Sarkozy'', por quem pediu ''respeito''. Pelos resultados de pesquisas de três institutos - CSA, TNS Sofres e Ipsos - Hollande obteve 52% dos votos contra 48% de Sarkozy neste segundo turno. O atual presidente reconheceu a derrota.
O mandato deve começar em ritmo acelerado, com inúmeros desafios, entre eles nomear o primeiro-ministro, formar o governo, tomar as primeiras medidas de emergência, renegociar o tratado europeu em Berlim e viajar para os Estados Unidos para as cúpulas do G8 e da Otan. ''Estamos prontos, prontos para agir e tomar decisões, a mudança acontecerá logo'', avisou o socialista.
O presidente conservador Nicolas Sarkozy reconheceu a derrota para o adversário, que assumirá o cargo em 15 de maio. ''Aceito essa derrota por causa dessa França aberta, democrática'', disse. ''Tentei fazer o melhor para proteger o povo francês. Apesar dos milhões que votaram em mim, nós falhamos. Vocês me apoiaram, mas não tivemos êxito'', acrescentou.


