Hiroshima lembra aniversário da bomba
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segunda-feira, 06 de agosto de 2001
Das agências<BR>De Hiroshima 
O toque fúnebre de um sino marcou ontem a hora exata em que há 56 anos a cidade japonesa de Hiroshima, situada no oeste do país, a 700 km de Tóquio, foi praticamente reduzida a cinzas no primeiro ataque atômico da história. Às celebrações de ontem as primeiras do novo milênio , uniram-se também pela primeira vez duas organizações de coreanos residentes no Japão (das Coréia do Norte e do Sul). Cerca de 10% das vítimas da bomba eram coreanos que realizavam trabalhos forçados no Japão.
A cidade acrescentou este ano ao número de vítimas pela explosão nuclear os nomes de mais 4.757 pessoas, elevando assim o total de mortos oficial para 221.823, além de reconhecer os nomes de outras 1.464 pessoas como vítimas da radiação nuclear o que eleva o total a 88.592.
Cerca de 50.000 pessoas participaram ontem da cerimônia anual guardando um minuto de silêncio às 8h15 da manhã (hora local), momento exato em que um avião dos EUA soltou uma bomba atômica sobre a cidade, em 6 de agosto de 1945.
Enquanto um coro de crianças cantava um hino pacifista e centenas de pombas brancas, como nos anos anteriores, eram soltas durante a cerimônia transmitida pela televisão, o prefeito de Hiroshima, Tadatoshi Akiba, lamentava que o fim do século da guerra não tenha levado automaticamente a uma era de paz.
Em presença do primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi, e do prefeito Itcho Ito, de Nagasaki a outra cidade japonesa vítima da bomba atômica , Akiba leu uma mensagem em que fez referência ao controvertido projeto de escudo antimísseis dos EUA.
Enquanto Hiroshima reafirma o direito mundial a um século de paz e verdadeira humanidade após um século de duas guerras mundiais, alguns pensam em levar agora os campos de batalha para o espaço, disse Akiba.
PromessaO primeiro-ministro japonês Junichiro Koizumi, no cargo desde o mês de abril passado, prometeu ações para eliminar o armamento nuclear e a favor da paz no mundo durante as cerimônias. Faremos os maiores esforços possíveis para eliminar as armas nucleares, declarou Koizumi ante milhares de pessoas, destacando que seu governo promoverá o Tratado internacional que proíbe os testes nucleares.
Para a quinta-feira, estão previstas várias cerimônias que lembrarão o ataque atômico a Nagasaki, mais ao sul, onde morreram 70.000 pessoas.
Após os dois ataques norte-americanos, o Japão se rendeu incondicionalmente em 15 de agosto de 1945, pondo fim à Segunda Guerra Mundial.


