São Paulo - A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, afirmou ontem que, num futuro próximo, o mundo será dividido entre governos abertos e fechados, e não mais entre nações do Norte e do Sul. Ela elogiou o trabalho da presidente Dilma Rousseff e afirmou que o combate à corrupção implementado pela mandatária brasileira cria um ''padrão mundial'' para o enfrentamento de irregularidades.
''Nós agora temos oportunidade de estabelecer novos padrões mundiais para a boa governança, a prestação de contas, e nenhum melhor parceiro para essa iniciativa do que o Brasil'', elogiou.
A secretária dos Estados Unidos disse ainda que a corrupção ''mata o potencial dos países, drena recursos, protege líderes desonestos e tira a motivação da população de melhorar suas sociedades''. Brasil e Estados Unidos lideram a iniciativa que estabelece uma declaração para um governo aberto - 55 países assinaram formalmente esse compromisso ontem.
Hillary afirmou que num mundo cada vez mais tecnológico, é cada vez mais difícil um Estado se manter fechado e alheio ao que acontece no mundo - ela citou a Primavera Árabe como exemplo da força da internet. Esses países mais fechados, ressaltou, ''Vão descobrir rapidamente neste mundo da internet que eles serão deixados para trás.''
''Quanto maior a abertura das informações ao escrutino público, maior será a eficiência dos serviços públicos'', afirmou o ministro Jorge Hage, da Controladoria-Geral da União. ''Não há melhor desinfetante do que a luz do sol'', completou.
Ataques covardes
A série de ataques realizada pelo Taleban no Afeganistão foi ''fortemente'' condenada pela secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton. Ela afirmou que os ''ataques covardes'' não tiveram êxito.
Militantes do Taleban lançaram segunda-feira uma ''ofensiva da primavera'' em Cabul, alvejando embaixadas, o Parlamento e o quartel-general da Otan (a aliança militar ocidental), além de edifícios governamentais. Os incidentes deixaram 51 mortos.
Coreia do Norte
A decisão norte-coreana de lançar um foguete, na última sexta-feira, foi uma clara violação ao Conselho de Segurança e suas resoluções, declarou ainda Hillary Clinton. ''Haverá consequências para esse comportamento'', afirmou.
O anúncio do lançamento, feito há cerca de um mês, fez com que os EUA congelassem um acordo de envio de alimentos ao país. EUA, Coreia do Sul e Japão viram na iniciativa um teste disfarçado de míssil a longa distância. ''Estamos negociando uma possibilidade de ajudá-los e chegarmos a um acordo para dar uma ajuda alimentar, já que eles não têm capacidade sequer de alimentar a própria população'', criticou.
A secretária de Estado preferiu não fazer críticas ao frágil cessar-fogo na Síria. Ela disse que não iria ''prejulgar'' o acordo feito com o regime de Bashar al Assad, mas reconheceu que a medida ''não é completa''. ''Mas a violência teve queda significativa'', ponderou.

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