Hillary diz que aniquilará Irã caso Teerã ataque Israel
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terça-feira, 22 de abril de 2008
Folhapress 
Filadélfia, EUA - Se o Irã atacar Israel sob um eventual mandato seu na Casa Branca, Hillary Clinton destruirá completamente o país dos aiatolás. Foi o que a pré-candidata democrata declarou em entrevista ontem de manhã e repetiu ao longo do dia, enquanto fazia seu último giro pela Pensilvânia, Estado que realizava prévias para escolher o candidato do partido.
Quero que os iranianos saibam que, se eu for presidente, nós vamos atacar o Irã, disse a ex-primeira-dama a um canal de TV, ao ser indagada sobre sua reação a um possível ataque daquele país a Israel. Nos próximos dez anos, período em que eles podem tolamente considerar a execução de um ataque a Israel, nós seremos capazes de destrui-los totalmente.
A retórica belicosa de Hillary busca posicioná-la como alguém dura o suficiente para enfrentar o republicano John McCain, um herói de guerra que já declarou que bombardearia a República islâmica, e afastá-la do democrata Barack Obama, que defende o diálogo com líderes de países considerados hostis aos EUA, como Mahmoud Ahmadinejad.
O presidente iraniano já disse que varreria Israel do mapa, no que foi interpretado por alguns analistas internacionais mais como um discurso para o público doméstico do que uma meta real de política externa. É muito baixa a possibilidade de o Irã atacar o país, pela reação contrária unânime do Ocidente e o isolamento ainda maior em que o regime se meteria.
Na entrevista, Hillary evitou falar de dois aspectos mais importantes da relação com o Irã: como a nova Casa Branca lidaria com os planos nucleares de Teerã -o regime desenvolve um projeto que diz visar produzir energia, mas que os EUA temem buscar a bomba- e com a presença clandestina iraniana na Guerra do Iraque.
Boca-de-urna
No final da tarde de ontem, a CNN soltou os primeiros resultados de sua pesquisa de boca-de-urna na Pensilvânia. Segundo a emissora, a situação econômica é a preocupação número 1 na cabeça de 55% dos eleitores, com a Guerra do Iraque em segundo, com 28%. O resultado pode beneficiar Hillary, já que 56% dos que se dizem preocupados com a economia votaram nela, segundo a emissora.
Para 92% o país está numa recessão. E Hillary seria a melhor para conduzir os EUA em tempos de crise econômica para 30%, ante 20% de obamistas e 45% dos que acham que qualquer um dos dois candidatos se sairia bem. Já senador saiu-se melhor entre os eleitores recentes: dos cerca de 150 mil eleitores que se registraram para votar nesta eleição, 60% escolheram Obama, e 38%, Hillary.


