Hillary consegue vaga no Senado
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quinta-feira, 09 de novembro de 2000
Associated Press De Nova York 
Alguns a chamaram de capacho e até de amiga dos terroristas. Mas agora os inimigos de Hillary terão de chamá-la de senadora. Na terça-feira, ela se tornou a única primeira-dama eleita para um cargo público, derrotando facilmente o deputado republicano Rick Lazio, um congressista eleito por Long Island que tinha dificuldade de definir sua candidatura como algo mais do que anti-Hillary.
Obrigada por abrirem suas mentes e seus corações, vendo a perspectiva do que poderemos fazer juntos por nossas crianças e pelo nosso futuro, aqui neste Estado e em nosso país, disse a candidata democrata recém-eleita, ao lado do presidente e da filha Chelsea.
Para os partidários de Hillary Clinton, apinhados na festa do Partido Democrata na noite da eleição, no hotel Grand Hyatt, questões que mancharam a presidência do marido dela impeachment, Whitewater etc. se tornaram irrelevantes. Houve algumas questões pessoais, mas foram apenas isto questões pessoais. Elas não se refletiram no serviço público, disse ao jornal The New York Times a ex-funcionária da Casa Branca e atual consultora de comunicações, Kara Minar.
Lazio, agradecendo seus eleitores, disse que o esforço foi válido. Eu me sinto como os Mets, disse ele, referindo-se ao time derrotado na final do campeonato nacional de beisebol. Estou orgulhoso por essa campanha... que conduzimos com integridade e honestidade. Em sua campanha, Lazio retratou Hillary como antiisraelense porque um grupo muçulmano deu US$ 50 mil para a candidata democrata. Ela devolveu o dinheiro e, no final, obteve 54% dos votos dos judeus.
Não foi dada grande importância ao fato de a vencedora nunca ter vivido em Nova York até ela e o marido comprarem uma casa no bairro de Chappaqua, em Westchester, um ano atrás. As últimas pesquisas mostraram que enquanto um terço dos eleitores estavam preocupados com o fato de Hillary ser de fora do Estado, outro terço afirmou não estar preocupado com isso.


