Alguns a chamaram de ‘‘capacho’’ e até de amiga dos terroristas. Mas agora os inimigos de Hillary terão de chamá-la de ‘‘senadora’’. Na terça-feira, ela se tornou a única primeira-dama eleita para um cargo público, derrotando facilmente o deputado republicano Rick Lazio, um congressista eleito por Long Island que tinha dificuldade de definir sua candidatura como algo mais do que ‘‘anti-Hillary’’.
‘‘Obrigada por abrirem suas mentes e seus corações, vendo a perspectiva do que poderemos fazer juntos por nossas crianças e pelo nosso futuro, aqui neste Estado e em nosso país’’, disse a candidata democrata recém-eleita, ao lado do presidente e da filha Chelsea.
Para os partidários de Hillary Clinton, apinhados na festa do Partido Democrata na noite da eleição, no hotel Grand Hyatt, questões que mancharam a presidência do marido dela – impeachment, Whitewater etc. – se tornaram irrelevantes. ‘‘Houve algumas questões pessoais, mas foram apenas isto – questões pessoais. Elas não se refletiram no serviço público’’, disse ao jornal The New York Times a ex-funcionária da Casa Branca e atual consultora de comunicações, Kara Minar.
Lazio, agradecendo seus eleitores, disse que o esforço foi válido. ‘‘Eu me sinto como os Mets’’, disse ele, referindo-se ao time derrotado na final do campeonato nacional de beisebol. ‘‘Estou orgulhoso por essa campanha... que conduzimos com integridade e honestidade.’’ Em sua campanha, Lazio retratou Hillary como antiisraelense porque um grupo muçulmano deu US$ 50 mil para a candidata democrata. Ela devolveu o dinheiro e, no final, obteve 54% dos votos dos judeus.
Não foi dada grande importância ao fato de a vencedora nunca ter vivido em Nova York até ela e o marido comprarem uma casa no bairro de Chappaqua, em Westchester, um ano atrás. As últimas pesquisas mostraram que enquanto um terço dos eleitores estavam preocupados com o fato de Hillary ser de fora do Estado, outro terço afirmou não estar preocupado com isso.

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