São Paulo - A secretária de Estado americana Hillary Clinton prometeu buscar um caminho para avançar no estancado processo de paz do Oriente Médio ao iniciar uma reunião ontem, em Nova York, com o primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu.
A reunião já começa esvaziada pela polêmica no início da semana após o Ministério do Interior israelense ter anunciado a aprovação à construção de 1,3 mil novas casas em bairros árabes de Jerusalém Oriental.
Tanto a secretária de Estado como o presidente americano Barack Obama protagonizaram críticas aos planos de Israel de construir 1,3 mil novas casas na ocupada Jerusalém Oriental, onde os palestinos querem instalar a capital de seu futuro Estado. A União Europeia também fez um apelo para que o governo israelense interrompa seus planos de expansão de assentamentos.
Em visita à Indonésia, Obama manifestou repúdio à expansão dos assentamentos. ''Este tipo de atividade nunca contribui quando há negociações de paz em curso. Me preocupa o fato de que (...) as partes não façam o esforço adicional que permita criar as condições'' para que ''Israel viva em segurança e em paz ao lado de uma Palestina soberana'', declarou.
O anúncio israelense determinou a imediata ação do presidente palestino Mahmoud Abbas, que deve pedir uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas para debater as construções de assentamentos israelenses.
Netanyahu disse que levava a sério o progresso das conversações de paz que chegaram a um ponto morto em setembro, quando a moratória para construir assentamentos israelenses na Cisjordânia chegou a fim.

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