O líder do grupo guerrilheiro pró-iraniano Hezbollah (Partido de Deus), xeque Hassan Nasrallah afirmou ontem que uma possível mudança da embaixada dos EUA de Tel Aviv para Jerusalém dará aos árabes o direito de destruir a representação diplomática e matar os seus funcionários.
‘‘Vocês (americanos) podem mudar a sua embaixada (para Jerusalém) e enviar os seus diplomatas para lá. Mas o nobre povo reduzirá sua embaixada a escombros e mandará seus diplomatas de volta para casa dentro de caixões’’, afirmou Nasrallah antes de interromper o seu discurso pelos gritos de ‘‘Allahu Akbar’’ (Deus é grande) emitidos por centenas de seguidores. ‘‘Esta é a única lógica que americanos e israelenses entendem’’, finalizou o xeque, que falou na vila de Jibshett, no sul do Líbano.
Nasrallah estava respondendo a uma entrevista transmitida, na sexta-feira, pela rede de televisão israelense, na qual o presidente dos EUA, Bill Clinton, afirmou estar considerando a mudança da embaixada norte-americana em Israel de Tel Aviv para Jerusalém. Segundo Clinton, a decisão será tomada antes do final do ano.
A proposta de Clinton enfureceu os árabes, que defendem a soberania palestina sobre Jerusalém oriental, de maioria árabe, que foi capturada da Jordânia durante a Guerra do Oriente Médio, em 1967. Os comentários de Clinton também levantou dúvidas sobre a imparcialidade norte-americana no processo de paz do Oriente Médio.

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