Hamas tem mais força que Arafat
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sábado, 06 de outubro de 2001
France Presse<br> De Jerusalém 
A influência política do movimento radical palestino Hamas, que assumiu a responsabilidade da autoria do ataque contra uma colônia judia, que causou dois mortos e 15 feridos israelenses, não cessa de aumentar, em detrimento do presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, estimam os analistas.
O Hamas, acrônimo de Movimento de Resistência Islâmica, foi criado no início da primeira Intifada, em dezembro de 1987, pelos Irmãos Muçulmanos. No plano político, Hamas, segundo confessam os próprios ministros palestinos, tem cada vez maior influência e se converteu no principal movimento de oposição a Yasser Arafat. Este grupo radical é contrário a qualquer trégua com Israel. O outro movimento radical, Jihad Islâmica, assim como o Hamas, rejeitou a ''trégua em todas as frentes'' decretada por Arafat.
''Não cumpriremos uma trégua e não suspenderemos a Intifada'', declarou na semana passada Mahmud al Zahhar, um alto dirigente do Hamas.
Esse movimento, cujo chefe espiritual é o xeque Ahmed Yassin, libertado em 1997 por Israel após oito anos de detenção, se apóia em uma rede de ajuda social e obras beneficentes.
Violentamente contrário aos acordos de paz de Oslo de 1993 sobre a autonomia palestina, Hamas pretende continuar seu combate até a criação de um Estado islâmico em toda a Palestina, incluindo Israel.
Seu braço armado, o grupo Ezzedin al Qassam, é responsável pelos atentados antiisraelenses mais sangrentos dos últimos anos, entre eles o que causou 21 mortos em junho passado em uma discoteca de Tel Aviv.
Em fevereiro e março de 1996, Hamas perpetrou três dos quatro atentados suicidas que causaram mais de 50 mortos em Israel, contribuindo para um bloqueio do processo de paz e para o retorno da direita nacionalista ao poder.


