Hamas propõe suspender atentados
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segunda-feira, 22 de julho de 2002
Das agências 
GazaO Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) aceita suspender os atentados suicidas contra Israel se o país retirar seu Exército das cidades da Cisjordânia que invadiu há mais de um mês, disse à EFE ontem seu líder espiritual, o xeque Ahmed Yassin. O xeque explicou que determinará o fim das operações armadas de seu homens se o Exército se retirar das sete cidades cisjordanianas que ocupa desde 18 de junho, quando lançou sua campanha militar ''Caminho Firme''.
''Digo isto em resposta à nova situação mundial'', justificou o xeque.
Yassin, morador de um bairro de refugiados na cidade de Gaza, também condicionou o fim das operações suicidas à suspensão por parte de Israel de sua política de assassinatos de líderes do levante palestino e de destruição de casas.
Juntamente com outros grupos armados palestinos, o Hamas assumiu a autoria de mais de cem atentados suicidas a bomba contra alvos israelenses.
Estes ataques provocaram a condenação quase unânime da comunidade internacional e em vários casos uma contundente resposta do Exército israelense.
Jihad continua
O movimento radical palestino Jihad Islâmica anunciou ontem a morte de uma de seus militantes em um ataque antiisraelense na Faixa de Gaza e prometeu continuar com a realização de atentados contra o Estado hebreu. Em um comunicado, as brigadas Al-Qods, braço armado da Jihad Islâmica, ''reinvidicaram um ataque cometido com arma automática contra uma patrulha do inimigo sionista'', perto da colônia de Gush Katif, e prometem continuar com a jihad (guerra santa) contra Israel.
Condição para retirada
Israel se retirará dos setores autônomos reocupados se os palestinos forem capazes de garantir sua segurança, declarou ontem o ministro israelense de Relações Exteriores, Shimon Peres. A idéia é lançar esta experiência em setores como Hebrón, Belém e Jericó, na Cisjordânia, considerados como relativamente tranquilos, assinalou Peres, cujas declarações foram citadas pela agência Itim.
Ataque
Pelo menos cinco palestinos, entre eles crianças, morreram e cinquenta ficaram feridos em um ataque aéreo israelense realizado na noite de ontem na cidade de Gaza, segundo um novo balanço de fontes médicas palestinas.


