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Gaza

France PressePelo menos 15 mil pessoas participaram das comemorações em GazaMilhares de militantes e partidários do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas, integrista) participaram ontem, em Gaza, de uma grande manifestação comemorativa dos dez anos de sua fundação, em 1987.
Segundo os organizadores, mais de 15 mil pessoas lotaram o estádio onde se celebrou a reunião, na qual esteve presente o fundador e guia espiritual do Hamas, Ahmed Yassin.
‘‘Continuaremos com a Guerra Santa (Jihad) até que obtenhamos o respeito de nossos direitos. O Hamas se reforça’’, disse para a multidão o xeque Jassin, libertado em outubro passado de uma prisão israelense.
Yassin se pronunciou contra toda a ação do Hamas contra a Autoridade Palestina presidida por Yasser Arafat. ‘‘Eles (os israelenses) querem que entremos em uma guerra civil, mas nós os decepcionaremos. Os palestinos permanecerão unidos’’, continuou.
O porta-voz do Hamas, Abdel Aziz Rantissi, proclamou, por sua vez, que ‘‘a guerra santa é a única opção do povo palestino, motivo pelo qual rejeitam ‘‘as conjuras e sobretudo todos os acordos (israelense-palestinos) de Oslo’’.
‘‘Não nos somamos nem nos somaremos à Autoridade Palestina (de Yasser Arafat), continuaremos com a Jihad até o fim da ocupação de nossa terra’’, continuou Rantissi.
Rantissi concluiu, condenando as prisões de militantes integristas pela polícia da Autoridade Palestina, mas destacou: ‘‘Nossa luta está dirigida contra a ocupação e não contra outros palestinos, seja qual for o número de detidos’’.
Grandes retratos dos ‘‘mártires’’ de Hamas dominaram a manifestação, entre eles o de Jehia Ajash, morto no começo de 1996 em um atentado com explosivos atribuído a Israel.

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