São Paulo - Um acordo para um novo cessar-fogo na Faixa de Gaza foi alcançado entre o movimento islâmico Hamas e Israel, anunciaram autoridades palestinas e israelenses nesta terça-feira. O cessar-fogo não tem limite de tempo e entrou em vigor às 19 horas (13 horas em Brasília).
O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmud Abbas, confirmou oficialmente a trégua. Segundo um comunicado do ministério das Relações Exteriores egípcio, Israel concordou com a entrada de ajuda humanitária e material de construção em Gaza.
Segundo os palestinos, a trégua proposta pelo Egito prevê o fim do bloqueio à Faixa de Gaza, com a abertura das passagens ao território, controladas por Israel e pelo Egito, além de uma ampliação da zona de pesca palestina no Mediterrâneo.
Numa segunda fase, que começaria um mês mais tarde, Israel e os palestinos deveriam discutir a construção de um porto de mar de Gaza e a libertação de membros do Hamas presos por Israel na Cisjordânia. Israel e Egito veem o Hamas, grupo radical que controla a Faixa de Gaza, como uma ameaça à segurança e querem garantias de que armas não entrem em seu território.
O último cessar-fogo entrou em vigor no dia 11 de agosto e foi respeitado durante nove dias. Neste período de tempo, os egípcios tentaram convencer os dois lados a aceitar uma trégua prolongada.

PRÉDIOS ATINGIDOS
No sábado, o exército israelense havia destruído outro edifício residencial de 13 andares na Cidade de Gaza e um centro comercial na cidade de Rafah, na fronteira com o Egito. Houve apenas feridos, já que as forças israelenses alertaram os moradores sobre o bombardeio nos locais.
De acordo com uma fonte militar, a Força Aérea de Israel realizou 15 ataques contra Gaza desde meia-noite, ao mesmo tempo que vários foguetes foram lançados contra o território israelense.
Dois palestinos morreram nesta terça-feira em um dos ataques, anunciaram os serviços de emergência do território.
Agora são mais de 2,1 mil o número de palestinos mortos desde 8 de julho, quando começou a ofensiva israelense Margem Protetora. Do lado israelense morreram 64 soldados israelenses e quatro civis.

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