Jerusalém As Brigadas Ezzedine al-Qassam, braço armado do movimento islamita palestino Hamas, afirmaram, em comunicado enviado à AFP, ter derrubado ontem um avião militar israelense com disparos de metralhadoras feitos a partir de Jenin (Cisjordânia), o que foi desmentido de imediato pelo exército de Israel. ''Um incidente técnico ocorreu durante um exercício de rotina no setor de Afula (norte de Israel) e o piloto teve de se ejetar do aparelho, que caiu'', indicou um comunicado do exército.
O general Dan Haloutz, comandante da Força Aérea, ordenou o início de uma investigação, acrescenta o comunicado. O aparelho, cujo modelo não foi informado, caiu em território israelense, ao nordeste da cidade palestina de Jenin. O piloto conseguiu acionar o assento ejetável do avião e se salvar sem nenhum problema, de acordo com fontes militares.
Em outro incidente, um helicóptero militar teve que fazer um pouso de emergência em Ashkelon, na costa mediterrânea, aparentemente por causa do mau tempo que atinge a região.
Retirada As tropas israelenses se retiraram, na manhã de ontem, d Norte da Faixa de Gaza, depois de operar 48 horas, afirmou um comunicado do porta-voz do Exército.
Segundo uma fonte militar, o Exército destruiu duas pontes e duas estradas que ligavam Beit Hanun com a cidade de Gaza. Estas medidas foram tomadas para isolar Beit Hanun e impedir que o local sirva de ponto de apoio para ativistas que lançam foguetes artesanais Qasam contra assentamentos judeus na região.
Seis palestinos morreram durante as operações de Beit Hanun, onde o Exército interviu com duas dezenas de carros blindados apoiados por helicópteros.
Os islamitas de Hamas voltaram a lançar vários foguetes Qasam contra a cidade de Sderot.
Por outro lado, a Marinha israelense suspendeu o bloqueio imposto ao longo da costa da Faixa de Gaza desde 6 de janeiro.