Hamas detém suspeitos de traição
São Paulo - O governo do grupo islâmico Hamas em Gaza anunciou ontem a detenção de dezenas de colaboradores acusados de terem passado informações a Israel durante a ofensiva de 22 dias no território palestino. ''Dezenas de colaboradores que atentaram contra a resistência ou transmitiram informações aos ocupantes sobre combatentes durante a guerra foram detidos'', afirmou Ihad Al Ghoussein, porta-voz do ministério do Interior do Hamas, em comunicado. O texto não indica o local onde eles estão detidos nem suas identidades.
''Os serviços de segurança não interromperam a missão durante a guerra lançada pelo Exército de ocupação na faixa de Gaza. Foi pedido a todos os membros dos serviços que usassem uniforme após o anúncio do cessar-fogo'', acrescentou o porta-voz.
Membros do Hamas e do rival secular Fatah vêm trocando acusações públicas na imprensa árabe. Enquanto o Hamas diz que o Fatah colaborou com Israel na esperança de que pudesse voltar ao poder na faixa de Gaza, o Fatah afirma que o Hamas provocou a invasão israelense devido ao lançamento contínuo de mísseis no sul de Israel.
O Hamas, que ganhou as eleições legislativas palestinas em 2006, tomou do Fatah, partido do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, o controle da faixa de Gaza em 2007. Em declaração, o Fatah afirmou que, desde o fim dos conflitos em Gaza - Hamas e Israel declararam cessar-fogo separadamente no último domingo -, as milícias do Hamas têm conduzido diversos ataques contra os membros do Fatah.
Segundo a declaração, os ataques incluem ''tiros nos pés de membros do Fatah, crimes brutais de execução''. O Fatah apelou a Mahmoud Abbas para que intervenha. O ministro do Interior do Hamas negou as acusações, mas disse que autoridades começaram a rastrear suspeitos de ''colaborar'' com Israel. (Folhapress)





