O movimento radical palestino Hamas denunciou ontem que o ataque israelense contra objetivos sírios no Líbano ‘‘foi realizado com a aprovação dos Estados Unidos’’.
Segundo o Hamas, ‘‘os crimes sionistas são cometidos com o apoio da administração americana, que abriu caminho para Sharon e o deixou com as mãos livres’’.
Em um comunicado enviado à AFP em Gaza, o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) condenou ‘‘esta agressão criminosa’’ e advertiu sobre ‘‘as repercussões que pode acarretar a política de escalada adotada pelo criminoso de guerra Sharon’’ (o primeiro-ministro Ariel Sharon).
‘‘A agressão contra as forças sírias, que testemunha a arrogância do inimigo, se enquadra no mesmo contexto que as agressões e matanças cometidas diariamente pelos sionistas contra nosso povo desarmado na Palestina’’, assegura o Hamas.
ArafatO presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, qualificou os ataques aéreos israelenses realizados na madrugada de ontem contra posições militares sírias no Líbano de ‘‘grave escalada’’ que pode arrastar a região a uma ‘‘situação sumamente perigosa’’.
‘‘A agressão israelense contra os radares sírios no Líbano constitui uma grave violação que coloca a região em uma situação sumamente perigosa e crítica’’, disse à imprensa Arafat em sua chegada a Amã, onde fará uma breve visita para se reunir com o rei Abdalá II.
O assessor do presidente palestino, Nabil Abu Rudeina, tinha dito anteriormente à AFP que os ataques israelenses contra posições sírias em território libanês, os primeiros desde 1982, são uma ‘‘perigosa escalada’’ que pode desencadear um conflito regional.

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