O movimento islâmico Hamas anunciou ontem o fim da trégua nos ataques contra israelenses, anunciada unilateralmente no dia 29 de junho. A declaração foi feita após o Exército de Israel ter lançado cinco mísseis contra uma área residencial de Gaza, causando a morte de um dos membros do grupo, Ismail Abu Shanab.
Antes do ataque, escavadeiras israelenses destruíram várias casas nas cidades de Jenin e Nablus (Cisjordânia), dando início a uma represália contra o atentado suicida que matou 20 pessoas em Jerusalém, na terça-feira.
Ismail Abu Shanab, era um importante membro do Hamas. Além dele, outras três pessoas morreram quando o carro em que viajavam foi atingido por um dos mísseis lançados por Israel. Outras pessoas teriam ficado feridas, segundo informações de testemunhas que estavam no local.
As redes de TV mostraram ao vivo as cenas dos locais atingidos pelos mísseis. Uma grande coluna de fumaça podia ser vista saindo do veículo atingido.
Segundo uma fonte do governo de Israel, as forças israelenses operam desde a noite de ontem no setor de Nablus, considerado um local de forte presença de organizações terroristas.
Pelo menos três ativistas palestinos procurados por Israel foram detidos. Segundo um Exército de Israel, importantes quantidades de explosivos e material subversivo também foram apreendidas.
O Exército também informou que dez supostos suicidas também foram detidos na região de Nablus desde a proclamação unilateral de uma trégua na violência contra Israel, ocorrida em 29 de junho.
Anteontem, o emissário americano John Wolf chegou a Israel para tentar preservar o plano de paz firmado entre palestinos e israelenses, segundo informações da Embaixada dos EUA em Jerusalém.
O diplomata encontrou-se na noite de anteontem com Dov Weissglas, diretor do gabinete do primeiro-ministro Ariel Sharon, e com o embaixador dos Estados Unidos em Tel Aviv, Dan Kurtzer.
Wolf, encarregado pelo presidente americano George W. Bush de supervisionar a aplicação do plano de paz internacional elaborado pelo Quarteto (EUA, Rússia, União Européia e ONU), iniciou uma visita à região sem data para terminar.
Hoje, Wolf deve encontrar-se com Avi Dichter, chefe do Shin Beth (serviço de segurança interna de Israel), e com diversas autoridades militares.

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