Imagem ilustrativa da imagem Haiti decreta luto pelos mortos do furacão
| Foto: Logan Abassi / UN / MINUSTAH



Porto Príncipe - O presidente interino do Haiti, Jocelerme Privert, declarou três dias de luto nacional a partir deste domingo (9), diante dos estragos provocados pela passagem, na semana passada, do furacão Matthew. O país mais pobre das Américas ainda não se recuperou do devastador terremoto de 2010 e sofre com uma epidemia de cólera.

Matthew tocou terra haitiana na terça-feira (4) como um monstruoso furacão de categoria 4 em uma escala de 5, com ventos de 230 km/h. O sul, a zona afetada, tem uma população de 1,3 milhão de habitantes, com uma taxa de pobreza de entre 60% e 70%. "Não estamos distantes de contar com um milhão de pessoas em necessidade urgente de ajuda humanitária", disse Mourad Wahba, coordenador da ONU para a ajuda.

Imagens aéreas das zonas do sul do país mais afetadas mostravam uma paisagem devastadora, com casas destruídas, árvores arrancadas e muita lama por toda parte. Em Jérémie, a situação era desesperadora, enquanto na baía de Abricots, a 17 km de Jérémie, os habitantes só têm alimentos para 10 ou 15 dias, disse David Millet, que trabalhou durante anos para a ONG Agrônomos e Veterinários Sem Fronteiras.

Em certas zonas do território, até 80% dos cultivos foram arrasados, e espera-se que as pessoas abandonem as zonas rurais em direção às cidades, piorando a situação nos bairros marginais de cidades como Porto Príncipe.

As promessas de ajuda se multiplicavam. Os Estados Unidos anunciaram o envio do navio USS Mesa Verde com 300 efetivos especializados em emergências médicas, assistência e reconstrução, e três helicópteros, que se somarão a uma equipe de 250 pessoas e nove helicópteros já prontos para ser mobilizados no Haiti. A França anunciou o envio de 60 oficiais com 32 toneladas de ajuda humanitária e equipamentos para purificação da água, enquanto a Venezuela, que sofre uma severa crise de desabastecimento, enviou três cargas de ajuda e alimentos.

EUA
Matthew ainda atingia neste domingo a costa sudeste dos Estados Unidos, onde deixou pelo menos 17 mortos. "A combinação de enchentes súbitas, a maré e as grandes e destrutivas ondas provocarão inundações em zonas próximas à costa normalmente secas", disse o Centro Nacional de Furacões (NHC).

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