O suspeito de desenvolver o vírus ‘‘Iloveyou’’, o mais destrutivo vírus que atingiu milhões de computadores do mundo inteiro pela Internet, pode ter escapado da punição do Estado filipino, mas as vítimas ainda podem processá-lo criminalmente, garantiu ontem um promotor filipino.
‘‘Ninguém pode impedir as vítimas de entrarem com um processo. E, se houver evidências suficientes para sustentar tais processos, então eles serão abertos’’, disse o promotor público sênior Archimedes Manabat.
Manabat, um dos promotores que anteriormente havia lançado uma queixa-crime contra o suspeito, disse que os provedores de acesso à Internet das Filipinas que tiveram seus sistemas atingidos pelo vírus seriam os potenciais acusadores desses processos civis.
O suspeito, o estudante de computação Onel de Guzman, foi identificado pelo Bureau Nacional de Investigação como o desenvolvedor do vírus ‘‘LoveBug’’, ‘‘utilizando seus conhecimentos técnicos para obter acessos não autorizados e desempenhar atividades destrutivas em sistemas de computador’’.
O vírus, que se espalha por e-mail, foi lançado na Internet no dia 4 de maio, espalhou-se completamente em questão de horas, e os prejuízos por ele causados são estimados em bilhões de dólares. Presume-se que o arquivo destrutivo tenha atingido cerca de 45 milhões de computadores no mundo.
Mas os prmotores desistiram de entrar com acusações contra Guzman, alegando que a legislação filipina não previa leis contra hackers no momento do crime.
Manabat também informou que instituições internacionais atingidas pelos vírus talvez não possam entrar com processos, a não ser que tenham representantes locais que possam provar que foram diretamente afetados pelo ‘‘vírus do amor’’.

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