Há poucas chances de identificar brasileiros
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quarta-feira, 19 de setembro de 2001
Agência Estado <br> De Nova York 
A possibilidade de encontrar os corpos dos cinco brasileiros que, extra-oficialmente, estariam entre os mais de 5.000 mortos pelo ataque terrorista ao World Trade Center (WTC) são quase nulas, conforme disse ontem o cônsul do Brasil em Nova York, Flávio Perri.
O consulado enviou correspondência à família de dois homens desaparecidos, um do Rio Grande do Sul e outro do Espírito Santo, com documentos para serem preenchidos e pedido de envio de objetos pessoais. Parentes dos outros três brasileiros que teriam morrido no WTC já tomaram essa medida, na esperança de que os corpos possam ser identificados por exames de DNA. Essa forma de identificação pode demorar um ano ou mais, segundo calculam técnicos do Office of Medical Examiner de Nova York, departamento equivalente aos institutos de medicina legal no Brasil.
Eles trabalham com a possibilidade de examinar no mínimo um milhão de partes de corpos que foram estraçalhados no impacto dos jatos atirados pelos terroristas contra as torres gêmeas do WTC e das vítimas do desabamento dos prédios. Até hoje, apenas 168 corpos foram identificados.
Além do gaúcho e do capixaba cujos nomes não foram divulgados e ainda são oficialmente considerados como desaparecidos, os outros três que teriam morrido no ataque ao WTC são os paulistanos Ivan Barbosa, 30 anos, e Marie Sallerin Ferreira, de 29, funcionários da Cantor Fitzgerald, e a mineira Sandra Fajardo Smith, de 37, que trabalhava para a Marsh & McLennan.


