Há uma confusão em torno do número de mortos após o ataque, e autoridades divulgaram à imprensa informações bastante contraditórias.
O vice-ministro russo do Interior, Alexander Chekalin, afirmou que 50 supostos militantes tinham sido mortos, junto a outros 13 civis, cujos corpos foram recebidos pelos hospitais locais. Fontes hospitalares reportaram ao menos 70 feridos.
Mais tarde, Fyodor Shcherbakov, porta-voz do enviado do governo russo à região, Dmitry Kozak, afirmou que 25 supostos rebeldes morreram, junto a 12 policiais e 12 civis, totalizando 49 vítimas. Ele também disse que o número de mortos ''deverá aumentar'', porque há ''vários cadáveres pelas ruas''.
Nem o governo russo ou autoridades de Kabardino-Balkária esclareceram a discrepância nos dados.
Rebeldes tchetchenos reivindicaram a responsabilidade pelos ataques em Nalchik. O site na web Kavkaz Center - conhecido por ser uma voz dos rebeldes ligados a Shamil Basayev - informou ter recebido uma ''curta mensagem'' sobre o ataque, de autoria da Frente do Cáucaso, um grupo que, segundo o texto no site, é parte das forças rebeldes tchetchenas e inclui um outro grupo denominado Yarmuk.
O Yarmuk seria formado apenas por militantes islâmicos e é sediado em Kabardino-Balkária.
Basayev é o homem mais procurado na Rússia, e o governo oferece uma recompensa de US$ 10 milhões a quem tiver informações que levem a ele.
O rebelde reivindicou a responsabilidade pelos piores ataques terroristas ocorridos na região, incluindo um atentado em um teatro de Moscou em 2002, que deixou 160 pessoas mortas, e o sequestro a uma escola de Beslan (Ossétia do Norte), em 2004, onde 330 pessoas morreram, a maioria crianças. (Folhapress)

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