Gusmão recusa desarmar as Falintil
Associated Press
e Agência Estado
De Dili
O líder independentista do Timor Leste, José Alexandre Xanana Gusmão, disse ontem em Dublin, onde se encontrou com o primeiro-ministro da República da Irlanda, Bertie Ahern, que a guerrilha da Frente de Libertação do Timor Leste (Falintil) não vai entregar suas armas à força de paz internacional, como pediu o chefe da Força de Paz das Nações Unidas, Interfet, o general australiano Peter Gosgrove. Xanana disse que os guerrilheiros da Falintil devem ser vistos como um exército de libertação e não como um grupo de bandidos. As Falintil lutaram durante 25 anos contra as forças de ocupação da Indonésia a partir de bases nas montanhas.
Treze dias depois de embarcarem em um avião das Forças Armadas Brasileiras para participar da Interfet em Timor Leste, os 51 brasileiros que integram o pelotão da Polícia do Exército de Brasília, destacado para a missão, começaram ontem a trabalhar em Dili. A tropa desembarcou em solo timorense no domingo, depois de quase duas semanas de treinamento e adaptação na Austrália.
O pelotão brasileiro está subordinado a um enquadramento do Exército australiano, cuja especialidade é a mesma da Polícia do Exército brasileiro: segurança das instalações das Nações Unidas e policiamento do trânsito. Eventualmente o pelotão brasileiro também poderá fazer escolta de autoridades.
Além dos 51 soldados do batalhão da Polícia do Exército de Brasília, mais quatro oficiais do Exército que estavam em Darwin, na Austrália, juntaram-se ao grupo. O tenente-coronel Lima Neto e Mila Nelo e os majores Spena e Rossini, que integravam a Unamet, força de observação sob a égide das Nações Unidas, estavam em Dili quando os ataques dos paramilitares contrários à independência do Timor recrudesceram, e as Nações Unidas tiveram de abandonar sua base no Timor, no mês passado.





