Guiné-Bissau enfrenta motim
O general Ansumane Mané, ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Guiné-Bissau, assumiu ontem a liderança da rebelião militar desse país africano e exigiu a renúncia do presidente João Bernardo Vieira, por meio de um comunicado enviado à agência portuguesa Lusa. Na nota, também enviada às embaixadas no país, Mané assegura que o objetivo da revolta militar é ‘‘fazer justiça’’ e acusa o presidente de ‘‘atropelar a Constituição’’ e promete constituir um governo de transição, que realizará ‘‘eleições livres e transparentes em julho’’. Tropas da vizinha Guiné foram enviadas a Bissau, a capital de Guiné-Bissau, para ajudar o governo do presidente Vieira a combater os amotinados, que afirmam controlar a maior parte das unidades militares do país, salvo as da Marinha. Também não controlam o palácio presidencial e o Ministério da Defesa. Mas testemunhas ouviram forte tiroteio nos quartéis do bairro do Brá, que se encontrava cercado pelas tropas leais ao governo. Vários países, entre eles o Brasil, condenaram ontem a tentativa de golpe. (Reuters)

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