Gueto de Varsóvia: história de resistência faz 60 anos
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sábado, 19 de abril de 2003
Agência Estado 
São Paulo - O Levante do Gueto de Varsóvia, na capital da Polônia, entrou para a história como o início da resistência do povo judeu contra o extermínio promovido pelo nazismo. Dia 19 de abril, há 60 anos, durante quatro semanas, os exilados comandados pelo jovem Mordechai Anielewic usaram táticas de guerrilha, surpreendendo o exército de Hitler e chamando a atenção do mundo para os horrores do Holocausto
''Foi o momento de advertência. O nazismo se propagava e os governos sucumbiam rapidamente e até passivamente sem oferecer resistência'', conta o rabino Isaan Michaan, do centro judaico Bait, em São Paulo. Segundo o rabino, no gueto a resistência ocorreu de forma organizada. Mordechai Anielewicz era um jovem de 24 anos, nascido em uma família pobre na cidade de Varsóvia, que após completar seus estudos secundários, juntou-se a Organização Judaica de Combat (ZOB)
Anielewicz transformou as pequenas rebeliões nas ruas em resistência armada. ''No gueto, eles se organizaram. A 'ordem' era de não se entregar facilmente, morrer lutando'', ressalta Michaan. Até o dia 19 de abril, mais de 80% da população do gueto já havia sido deportada para os campos de extermínio. De acordo com o rabino, naquela época, as dificuldades de transporte e informação impediam que os judeus soubessem para onde estavam indo quando embarcavam nos trens, rumo à morte.
Durante quatro semanas, os judeus do gueto demonstraram audácia diante de um exército melhor equipado. ''Eles foram esmagados. Acredito que esse fato contribuiu para erradicar totalmente os guetos. A mensagem para o mundo é de preservar os Direitos Humanos, lutando pela liberdade independentemente da dimensão do inimigo opressor'', diz Michaan.


