No mais sério revés dos últimos dois anos contra a guerrilha, as forças de segurança da Colômbia perderam pelo menos 54 militares e policiais em dois confrontos com a guerrilha, entre os quais 22 soldados que estavam em um helicóptero que caiu por terra após ser alvejado, informou ontem o Exército.
As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) desfecharam anteontem um ataque maciço contra Dubeiba, um município de 30 mil habitantes situado a 370 km a noroeste da capiptal, Bogotá. Além das baixas sofridas pelas forças do governo, o ataque deixou parte da cidade destruída.
Todos os 22 soldados que estavam sendo transportados pelo helicóptero morreram anteontem à tarde quando o aparelho, um Blackhawk que se preparava para socorrer os policiais e militares atacados por mais de 400 guerrilheiros, recebeu o impacto dos tiros, que obrigaram o piloto a uma manobra que o inclinou contra uma montanha e o fez cair em seguida.
Em entrevista à imprensa, o general Héctor Fabio Velasco, comandante da Força Aérea colombiana, assegurou que ‘‘os impactos de bala não foram a causa do acidente’’. -
As tropas de infantaria da Quarta Brigada do Exército, que enfrentaram a guerrilha, perderam outros 30 soldados, cujos cadáveres foram conduzidos ontem a Medellín a bordo de cinco helicópteros militares.
O prefeito de Dubeiba – que já havia sido destruída pelas Farc em setembro de 1998, depois do mais violento ataque do grupo a Uribe e Miraflores, em agosto mesmo ano - disse que os guerrilheiros ordenaram a desocupação da sede da prefeitura e, em seguida, lançaram explosivos que destruíram todas as residências ao longo de um quarteirão.
Em outro ataque a Bagadó, município de 3.200 habitantes do litoral colombiano, as Farc mataram pelo menos dois policiais, sequestraram 60 pessoas, destruíram as sedes da prefeitura e da polícia e um posto de telecomunicações, além de várias residências.

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