Os guerrilheiros do MRTA fixaram um prazo até hoje para o fim das negociações com o governo visando trocar os 376 reféns por cerca de 400 companheiros presos, em um dos quatro cartazes que colocaram nas janelas da residência do embaixador japonês. Esta mensagem estava escrita em japonês e anunciava também a liberação de outros dois reféns, segundo uma tradução feita por um jornalista japonês. Outra mensagem redigida em castelhano pedia a religação dos serviços de água e luz. Outra, desta vez em inglês, pedia água e comida. Uma última mensagem, fixada por volta das 13h30 de Brasília em inglês e italiano, assinalava que ninguém se achava ferido na residência diplomática.
‘‘A única saída que oferecemos é a mesma do primeiro dia’’, afirmou uma pessoa que não quis se identificar, em telefonema à rádio Cadena Peruana de Noticias. ‘‘Se nossas exigências não forem cumpridas, aqui morreremos todos’’, acrescentou.
Intransigência O governo peruano anunciou ontem pela manhã que não vai libertar nenhum guerrilheiro preso em troca das pessoas que são mantidas como reféns, desde a noite de terça-feira na residência do embaixador do Japão em Lima. Segundo uma nota oficial, a decisão foi tomada durante reunião ministerial no Palácio Presidencial realizada ontem de madrugada e que durou cerca de três horas.
Alimentos Uma nova e abundante partida de alimentos foi entregue ontem aos reféns que permanecem na residência do embaixador do Japão. Foi em resposta à angustiante e dramática mensagem que enviaram horas antes pedindo ‘‘urgentemente água e comida’’. A Cruz Vermelha intermediou a entrega de 20 garrafões de água, remédios e 500 ‘‘refeições quentinhas’’ enviadas pelo escritório das Nações Unidas em Lima. Segundo o funcionário do órgão internacional, Juan Pedro Schaerer, não há reféns doentes.
Entre os alimentos havia frutas (bananas, maçãs), saladas, doces e pão.
Chamou a atenção dos jornalistas o envio de numerosas caixas de ‘‘panetones’’.

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