Bogotá- A guerrilheira Nelly Avila, ou 'Karina', considerada uma das dirigentes mais cruéis das Farc, assegurou ontem, depois de se entregar às autoridades, que esse grupo está fraturado e negou ter participado do assassinato do pai do presidente Alvaro Uribe em 1983. ''Não conheço a situação (das Farc) em nível nacional, mas sei que estão quebradas'', disse em entrevista à imprensa em Medellín (noroeste).
Avila assinalou que há dois anos ''não tinha comunicação com o restante da liderança'' da frente 47 das Farc, que chefiou até 2002 quando foi substituída na linha de comando. ''Nada sei sobre os membros do secretariado (cúpula)'', acrescentou Karina, confessando que se rendeu domingo por ''pressão'' do Exército e por temor a ter o mesmo destino de Iván Ríos, seu chefe e membro do alto comando rebelde, assassinado em março por um subalterno para receber a recompensa do governo.
A guerrilha negou ter participado do assassinato do pai do atual presidente Alvaro Uribe, em 1983. ''Não conheço nem sei quem matou o pai do presidente, não tenho as mãos manchadas com isso'', assegurou.
O ministro da Defesa, Juan Manoel Santos, disse que Karina, uma comandante da ''frente 47'' das Farc, estaria envolvida no assassinato de Alberto Uribe, pai do chefe de Estado colombiano, ainda que tenha dito que não possua provas para confirmar a acusação.
Há um ano as Farc negaram participação no homicídio, que ocorreu em 14 de julho de 1983, e disseram que Alberto Uribe era um ''reconhecido narcotraficante''.

mockup